Rede BioFORT lança curso online sobre biofortificação

 

A rede para biofortificação de alimentos no Brasil, o BioFORT, lança a primeira turma do curso gratuito “Introdução à biofortificação”, na modalidade a distância. Em dez módulos e um total de 20 horas, serão abordados conceitos sobre o processo de melhoramento de alimentos, história e objetivos da Rede BioFort, dados sobre fome oculta, entre outros. O treinamento é totalmente online e está disponível no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) da Embrapa, que coordena os trabalhos da Rede. As inscrições ocorrem de 14 a 30 de outubro, para realização do curso de 04 a 29 de novembro.

Para se inscrever, acesse este link!

O curso é voltado a empregados da Embrapa, produtores, extensionistas, professores, pesquisadores, estudantes, dirigentes e técnicos de agroindústrias, bem como representantes de órgãos de fomento e formuladores de políticas públicas. Mas, também, é aberto a interessados no tema. O objetivo é promover a integração dos membros e parceiros da Rede para disseminação de conhecimentos técnico-científicos e experiências de produtores com o cultivo de alimentos biofortificados.

Um dos diferenciais está na presença de uma série exclusiva denominada “Narrativas”, com depoimentos de parceiros de várias regiões do Brasil. A ideia é conectar as experiências e formar uma grande rede para intercâmbio e construção do conhecimento. O treinamento ainda apresenta vídeos explicativos, entrevistas com especialistas na área, apostilas de apoio e questionários de validação ao fim de cada módulo – para obtenção de certificado emitido pela Embrapa é necessária nota mínima de 70 no somatório de todos os módulos.

Foram responsáveis pela elaboração do conteúdo de texto e vídeo o jornalista e ex-consultor da Rede, Raphael Santos, e a analista da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro, RS) Camila Stephan Marques da Silva. O material ainda passou pela normalização da biblioteconomista Celma Rivanda Machado de Araújo e revisão do pesquisador André Nepomuceno Dusi. Atualmente, o curso é gerenciado pelo analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Leandro Leão.

O curso não terá tutoria, mas haverá um mediador responsável por acompanhar a evolução da turma, incentivar a utilização do fórum e tirar dúvidas por e-mail, através do endereço: duvidas-biofort@embrapa.br.

Objetivos de Aprendizagem

O conteúdo programático do curso conta com dez módulos, previstos para serem realizados no período de oito semanas. Os objetivos de aprendizagem são:

  • Entender o que é fome oculta e as soluções para combater o problema;
  • Explorar o conceito de biofortificação, excluindo equívocos quanto à transgenia;
  • Entender a relação da biofortificação com fortificação e suplementação;
  • Reconhecer as vantagens da biofortificação e seus benefícios à saúde e à agricultura;
  • Saber o papel da Embrapa na segurança nutricional e a história da Rede BioFORT;
  • Conhecer as cultivares biofortificadas já lançadas e suas características sensoriais;
  • Saber como acessar materiais biofortificados;
  • Identificar as ações envolvendo a biofortificação nos estados;
  • Conhecer os principais benefícios dos alimentos biofortificados aos agricultores;
  • Analisar o cenário nutricional no mundo e as expectativas com a biofortificação.

BioFORT

A Rede BioFORT é o conjunto de projetos responsáveis pela biofortificação de alimentos no Brasil. Busca diminuir a desnutrição e garantir maior segurança alimentar e nutricional através do aumento dos teores de ferro, zinco e vitamina A na dieta da população mais carente – três das maiores carências mundiais. No Brasil, a biofortificação consiste na seleção e cruzamento de plantas da mesma espécie, gerando cultivares mais nutritivas, com foco no melhoramento de alimentos básicos, como arroz, feijão, feijão-caupi, mandioca, batata-doce, milho, abóbora e trigo.

Francisco Lima (13696 DRT/RS)
Embrapa Clima Temperado

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Quilombolas conhecem lavoura de orgânicos e biofortificados em SE

Um grupo de agricultores e agricultoras familiares e marisqueiras da comunidade quilombola da Mussuca, em Laranjeiras, na Grande Aracaju (SE), visitou, na quarta (21), a propriedade do agricultor familiar José Adelson Fonseca, em Campo do Brito, no Agreste Central Sergipano.

O objetivo da visita foi compartilhar práticas e saberes sobre produção de alimentos saudáveis e o uso de cultivares biofortificadas em seus sistemas de produção de base ecológica.

Fonseca é parceiro da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) na execução de pesquisas para o desenvolvimento de sistemas de produção de hortaliças orgânicas. Os experimentos instalados na sua propriedade têm sido utilizados como ambiente de aprendizagem para agricultores e agricultoras familiares com interesse em práticas sustentáveis para produção de alimentos.

Na oportunidade, o agricultor, acompanhado pela pesquisadora Maria Urbana Nunes e agentes de Transferência de Tecnologia da Embrapa, dialogou com os visitantes sobre o uso de métodos ecológicos para controle de pragas e doenças, uso de biomanta de casca de coco para controle de plantas daninhas, adubação orgânica, diversificação de culturas, cultivo da batata-doce biofortificada (com mais altos teores de nutrientes) e a importância de uma alimentação sem resíduos químicos.

“Mais de 95% dos alimentos que minha família consome vêm do meu sítio. Eu me preocupo com a qualidade dos produtos que consumo na minha casa e dos que levo para a feira”, disse José Adelson.

A analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Sonise Medeiros, líder das ações da Rede de Biofortificação de Alimentos (Rede BioFORT) em Sergipe, Alagoas e Pernambuco, destaca que é de suma importância associar os princípios de segurança alimentar e nutricional a práticas de cultivo e manejo que garantam a saúde do trabalhador, dos consumidores e à conservação do meio ambiente.

Sandra Sena, Secretária de Igualdade Racial do Município de Laranjeiras e coordenadora da Comissão Estadual dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em Sergipe, destacou o vínculo do evento com a agenda da ONU. “Ao compartilhar estratégias para assegurar a biodiversidade e o bem-estar humano, estamos direcionando o Brasil no caminho para o cumprimento dos ODS da ONU”, frisou.

Para a mobilização dos agricultores, o evento também contou com o apoio da Associação de Agricultores e Avicultores da Mussuca.

Agenda 2030
A Agenda 2030, coordenada pela ONU, é um plano de ação para as pessoas, o planeta e a prosperidade, que indica 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que se desdobram em 169 metas, para erradicar a pobreza e promover vida digna para todos, dentro dos limites globais.

Os 17 ODS foram estabelecidos pela ONU em 2015 e compõem uma agenda mundial para a construção e implementação de políticas públicas que visam guiar a humanidade até 2030.

A pesquisa agropecuária nacional é forte aliada do Brasil e do Planeta no alcance das metas da Agenda 2030. Ao gerar conhecimentos e ativos tecnológicos para a sustentabilidade da agropecuária brasileira, a Embrapa vinculou sua atuação, direta ou indiretamente, a todos os 17 ODS.

Acesse aqui a página temática sobre a atuação da Embrapa em vinculação com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Nela, é possível compreender melhor como o trabalho da Embrapa se vincula a cada um dos 17 ODS. O espaço digital mostra, também, que a produção de alimentos alinhada à geração de inovação sustentável no campo contribui para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, para a redução do preço da cesta básica e para a exportação de produtos brasileiros, o que movimenta a economia e traz recursos para o País.

BioFORT
A Rede BioFORT é o conjunto de projetos responsáveis pela biofortificação de alimentos no Brasil. Coordenada pela Embrapa, busca diminuir a desnutrição e garantir maior segurança alimentar e nutricional através do aumento dos teores de ferro, zinco e vitamina A na dieta da população mais carente.

No Brasil, a biofortificação consiste no melhoramento genético convencional, ou seja, na seleção e cruzamento de plantas da mesma espécie, gerando cultivares mais nutritivos. São 15 Unidades da Embrapa envolvidas, com foco no melhoramento de alimentos básicos, como arroz, feijão, feijão-caupi, mandioca, batata-doce, milho, abóbora e trigo.

O projeto ainda tem como ações o desenvolvimento de produtos agroindustriais a partir de matérias-primas biofortificadas e a formatação de novas embalagens capazes de conservar os micronutrientes por mais tempo.

Os programa brasileiro de biofortificação tem o suporte do programa HarvestPlus, um consórcio de pesquisa que atua na América Latina, África e Ásia com recursos financeiros da Fundação Bill e Melinda Gates, Banco Mundial e agências internacionais de desenvolvimento.

Confira neste link onde encontrar os materiais biofortificados desenvolvidos pela Embrapa.

Saulo Coelho (MTb/SE 1065)
Embrapa Tabuleiros Costeiros

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Telefone: 79 4009-1381

Mais informações sobre o tema
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Novo milho branco mais nutritivo chega à zona cafeeira colombiana

Pereira, Colombia. 22 de agosto, 2019.

 

Melhorar a nutrição dos colombianos é o objetivo do SGBIOH2, primeiro híbrido de milho branco biofortificado para a Colômbia, produto do esforço entre a iniciativa mundial Harvest Plus e o Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo (CIMMYT), com apoio da Federação Nacional de Cafeeiros (FNC) e Semillas Guerrero Asociados (SGA Semillas), em colaboração com programas nacionais de pesquisa. O material foi lançado hoje (22), na Estação Experimental La Catalina, em Pereira, Risaralda, com a participação de cerca de duzentos cafeicultores provenientes de departamentos do eixo cafeeiro.

Este novo híbrido de milho branco biofortificado aproveita a diversidade do branco de germoplasma do CIMMYT, no México; o trabalho do Harvest Plus e seus sócios na Colômbia dedicados a desenvolver cultivos biofortificados, que são melhorados de maneira convencional através de cruzamento, avaliação e seleção no campo, para conquistar variedades mais nutritivas e competitivas. “SGBIOH2 possuí altos teores de zinco, 28% mais que os milhos tradicionais, e conta com um potencial de rendimento superior a 10 t/há na zona cafeeira colombiana, é tolerante a doenças como a mancha cinza e apresenta grão cristalino (duro) demandado pela indústria nacional”, enfatiza Luis Narro, consultor científico do CIMMYT, na Colômbia.

Este primeiro híbrido de milho branco biofortificado é parte do plano de trabalho mundial do HarvestPlus, iniciativa global dedicada a melhora a nutrição e a saúde pública com o desenvolvimento de cultivos biofortificados, com presença na América Latina e Caribe desde 2012. De acordo com Marilia Nutti, diretora regional do Harvest Plus para a América Latina e Caribe: “arepas elaboradas com este novo híbrido podem ser consideradas como boa fonte de zinco, pois o consumo diário de uma arepa de milho biofortificado aportaría até duas vezes mais zinco do que as que são elaboradas com um milho comercial. Convido-os a conhecer mais sobre todos os cultivos biofortificados na Coômbia visitando www.biofortificados.com.”

Estas quantidades contribuem a combater a fome oculta – condição caracterizada pela deficiência de vitaminas e minerais essenciais em um corpo aparentemente normal ou com sobrepeso –, que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) afeta mais de dois milhões de pessoas, causando efeitos graves na saúde e chegando a ocasionar em muitos casos a morte. Ou seja, hoje em dia as pessoas consomem alimentos que satisfazem a fome, mas que não fornecem os micronutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo em diferentes fases da vida, especialmente naquelas que exigem maior contribuição nutricional, como a gravidez, aleitamento, primeira infância, idade escolar e adolescência.

Na Colômbia, uma análise do Instituto Nacional de Saúde (INS) nas mais recentes Pesquisas Nacionais de Situação Nutricional (ENSIN 2010 e 2015) revelou que pelo menos uma em cada quatro crianças apresenta esse tipo de desnutrição, com componentes que variam devido à deficiência de ferro (anemia), em 24,7%; de vitamina A, 27,3%; e de zinco, 36%, em crianças de 6 meses a 5 anos.

Transformar essa realidade é o segundo dos cinco motores de mudança identificados no milho para a Colômbia (MpCo), um plano estratégico que foi apresentado no último dia 15 de julho na Agroexpo 2019. Esse mecanismo de segurança nutricional busca alcançar um consumo humano nacional de 50% de milho branco biofortificado com alto teor de zinco até 2030. Para alcançar é prioritária  uma aliança entre os setores público e privado e a sociedade civil, para aumentar a demanda por milho nutritivo e produtivo na Colômbia.

Daí a importância da reunião de trabalho para cerca de 30 representantes de entidades e organizações comprometidas com a nutrição dos colombianos e interessados ​​em lançar. “Milho para a Colômbia, um plano tático construído para sair da preocupação em por as mãos a obra, garantir em equipes que, na Colômbia, os produtores de milho possam aumentar sua renda e os consumidores desfrutem de alimentos saudáveis ​​e nutritivos ”, disse Bram Govaerts, Diretor Global de Desenvolvimento Estratégico e Representante Regional do CIMMYT para as Américas.

Um novo milho branco amigo dos cafeeiros

Na Colômbia, mais de 540 mil famílias se dedicam à produção de café e contribir para sua sustentabilidade económica é parte das principais missões da Federação Nacional dos Cafeicultores (FNC).

É assim para Hernando Duque, Gerente Técnico da FNC: “ter esse híbrido é de especial importância para os cafeicultores, pois além de se adaptar à zona cafeeira colombiana, entre mil e 1,6 mil metros de altitude, apresenta um alto potencial de rendimento de até 10 toneladas por hectare, é resistente a doenças como a cercóspora e, mais importante: é uma oportunidade real de gerar maior renda para os cafeicultores. Até duas safras de milho podem ser produzidas antes da primeira colheita de café, nos lotes renovados por plantio ou zoca convencional. Além disso, é muito importante lembrar que eles são duas culturas independentes em seu manejo”.

Levar essa semente às mãos dos cafeicultores é um trabalho que será realizado em equipe com a empresa colombiana Semillas Guerrero Asociados (SGA Semillas), que venderá sacos de 60 mil, 6 mil e 3 mil sementes.

Em 2006, o híbrido de milho branco FNC3056 foi lançado como resultado do acordo entre a FNC, o CIMMYT e a Federação Nacional dos Produtores de Cereais e Legumes (Fenalce). Uma amostra inicial das possibilidades da aliança entre milho e café.

 

Mais informações:

  • Sandra Marín
    Coordinador Divulgación y Transferencia-Divulgación

Centro Nacional de Investigaciones de Café-Cenicafé
Sandra.Marin@cafedecolombia.com

  • Cristián Zapata
    Analista de Comunicaciones I Latinoamérica y el Caribe
    zapata@cgiar.org
  • Bram Govaerts
    Director Global de Desarrollo Estratégico y Representante Regional del CIMMYT para las Américas
    govaerts@cgiar.org

 

Cientistas obtêm primeiro feijão-de-corda com múltiplas vagens


Foto: Maurisrael Rocha

Após cruzamentos de dezenas de linhagens de feijão-de-corda, pesquisadores da Embrapa Meio-Norte (PI) obtiveram uma planta com várias vagens por pedúnculo, o que permitiu comprovar o potencial de multiplicar a produtividade da leguminosa. A previsão de lançamento das primeiras cultivares é 2022. Os cientistas trabalham agora no desenvolvimento de uma planta com ciclo precoce e capaz de produzir pelo menos três vezes mais que as variedades encontradas no mercado.

O feijão-de-corda (Vigna unguiculata), também conhecido como feijão-caupi e macassar, possui inflorescência simples, com apenas uma vagem por pedúnculo. O objetivo dos pesquisadores com o melhoramento genético é obter uma planta com múltiplas vagens, ou de inflorescência composta, característica de leguminosas de alta produtividade como soja, feijão comum e grão-de-bico, que possuem de quatro a oito vagens por pedúnculo.

O estudo abre caminho para uma revolução no cultivo do feijão-de-corda e está na fase final de seleção de linhagens para que sejam conferidas a produtividade e adaptabilidade delas em diferentes regiões do País. A ideia dos cientistas é reduzir agora o comprimento do pedúnculo da planta, dando mais fôlego para ela desenvolver vagens, grãos e apresentar bom porte.

“Esperamos triplicar a produção com essa nova tecnologia”, acredita o pesquisador da Embrapa Meio-Norte (PI) Maurisrael Rocha, informando que uma das oito metas de inovação tecnológica do Centro de Pesquisa até 2030 é contribuir para um aumento de 50% nas exportações da leguminosa.

Potencial de produtividade comprovado

O trabalho avançou com a avaliação das linhagens resultantes do segundo ciclo de cruzamentos, em um experimento com as cultivares comerciais BRS GuaribaBRS CauaméBRS Novaera e BRS Tumucumaque. No segundo estudo, durante dois anos, as plantas descendentes dos cruzamentos foram avaliadas novamente com as mesmas cultivares e a Bico de Ouro. Esta, uma cultivar sem identidade genética adotada pelos agricultores de Mato Grosso. Foi nesse último ensaio que ficou comprovado que a inflorescência composta aumenta o potencial de produtividade no feijão-de-corda.

Rocha, que conduz a pesquisa no Piauí, conta que até agora a equipe selecionou 60 linhagens. “Foram 11 anos de pesquisas, coordenadas pelo cientista Francisco Freire Filho, até atingirmos essa fase de linhagens”, lembra Rocha. Na fase intermediária, este ano, ocorre a instalação de experimentos em três ambientes. O Mato Grosso, que lidera a produção de feijão-caupi no País, abrigará um deles.

Em seguida, segundo o protocolo científico, as pesquisas se darão em vários estados com Valor de Cultivo e Uso (VCU), padrão de ensaio exigido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“Ganha a ciência e lucra o produtor. Os frutos dessa pesquisa trarão melhores resultados em menor tempo, com acréscimo de lucratividade”, analisa o pesquisador Antônio Félix da Costa, do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), em Recife. Ele acredita que o resultado vai contribuir para o aumento da área plantada e da produção, provocando o aumento das exportações brasileiras de feijão-de-corda.

O pesquisador Aloisio Alcântara Vilarinho, da Embrapa Roraima (RR), que atua na rede nacional de melhoramento genético do produto, também vê perspectiva de sucesso. “Enxergo um grande potencial nessa tecnologia e ganhos produtivos substanciais”, prevê.

No entender do cientista, com a nova tecnologia o País terá impactos positivos na produtividade média nacional, que hoje é em torno de 400 quilos por hectares, e tida como muito baixa para o potencial da cultura. “Se isso realmente ocorrer, teremos reflexos positivos também no custo de produção, que reduzirá com o aumento da produtividade”, prevê. Vilarinho aposta ainda nos ganhos com as exportações, já que o produto chegará ao mercado internacional com preços mais competitivos.

Cultivar abriu exportação para Índia e Israel

Ao longo de 31 anos, o Programa Nacional de Melhoramento Genético do Feijão-Caupi, conduzido pela Embrapa Meio-Norte, vem dando seguidos saltos de inovação tecnológica. O marco da grande produção que levou o Mato Grosso a ser o maior exportador foi a cultivar BRS Guariba, que abriu mercados como os da Índia e de Israel. As cultivares BRS Novaera e BRS Tumucumaque têm conseguido fortalecer o braço exportador brasileiro de feijão.

As cultivares desenvolvidas pela Embrapa com grande performance produtiva, em regime de sequeiro, são: BRS Itaim (produtividade média: 1.500 kg/ha – Cerrado e Amazônia), BRS Guariba (produtividade média: 1.300 kg/ha – Cerrado, Amazônia e Caatinga), BRS Imponente (produtividade média: 1.250 kg/ha – Cerrado e Amazônia), e BRS Tumucumaque (produtividade média: 1.100 kg/ha – Cerrado, Amazônia e Caatinga).

Feijão-de-corda (caupi) BRS Xiquexique, desenvolvido por pesquisadores da Embrapa. Foto: Magda Cruciol

Tecnologia contra a subnutrição

O programa, segundo Rocha, tem conseguido também grandes avanços na qualidade nutricional dos grãos, o que resultou no desenvolvimento de cultivares com altos teores de proteínas, ferro e zinco. As cultivares BRS Aracê, BRS Tumucumaque e BRS Xiquexique, vitrines do Projeto BioFort, têm grande aceitação pelos agricultores familiares do Piauí e Maranhão, estados com históricos de subnutrição. Hoje, pelo menos 6.500 famílias cultivam essas variedades na região meio-norte.

O governo do Maranhão, por meio do Programa Mais Produção, tem priorizado as variedades biofortificadas e alcança hoje 1.280 famílias. Segundo o pesquisador, desde 2017, a adoção da cultivar BRS Aracê vem incrementando a produtividade e a renda dos agricultores, gerando impactos econômicos, sociais e ambientais positivos.

A concentração de esforços da equipe de pesquisadores está hoje avançando na melhoria da qualidade culinária dos grãos, principalmente no tempo de cozimento. “É importante que os grãos levem menos tempo para ficar no ponto de consumo, porque assim o custo de preparo é menor também”, diz Rocha.

 

Fernando Sinimbu (654 MTb/PI)
Embrapa Meio-Norte

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Biofortificação é tema de reportagem da BBC

O trabalho de biofortificação realizado pela Embrapa, por meio do projeto BioFORT, foi abordado no episódio “Better Foods”, que foi ao ar na última sexta-feira (5). Este é o sexto da série “Follow The Food”, exibida pelo canal BBC World News. A série apresenta exemplos de pesquisas mundiais que visam desenvolver alimentos mais nutritivos para auxiliar a combater a chamada fome oculta – quando há consumo de alimentos sem a qualidade nutricional adequada –, que atinge cerca de dois bilhões de pessoas no mundo e leva a diversos problemas de saúde.

 

O episódio conta com a participação do pesquisador José Luiz Viana de Carvalho, coordenador da Rede BioFORT. Ele explica o trabalho realizado na cidade de Codó, no Maranhão, com o cultivar biofortificado de feijão-caupi, cujas sementes são multiplicadas no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA) e distribuídas aos agricultores para produção localmente.

 

Também foram entrevistados alunos e nutricionistas do IFMA, bem como produtores que cultivam o feijão-caupi na região. As entrevistas ocorreram de 11 a 13 de março deste ano e foram feitas pela jornalista Priscila Brandão, que foi repórter da TV Globo por mais de 20 anos em programas como Bom Dia Brasil, Jornal Hoje e Jornal da Globo. Ela também apresentou o programa Globo Rural, onde atuou como editora e produtora.

 

As entrevistas relativas ao projeto BioFORT podem ser assistidas neste link e vão dos 10 minutos e 30 segundos aos 15 minutos e 40 segundos.

https://www.bbc.com/reel/video/p07fpr6l/the-hidden-hunger-affecting-billions

 

BioFORT

A Rede BioFORT é o conjunto de projetos responsáveis pela biofortificação de alimentos no Brasil. Coordenada pela Embrapa, busca diminuir a desnutrição e garantir maior segurança alimentar e nutricional através do aumento dos teores de ferro, zinco e vitamina A na dieta da população mais carente – três das maiores carências mundiais.

No Brasil, a biofortificação consiste no melhoramento genético convencional, ou seja, na seleção e cruzamento de plantas da mesma espécie, gerando cultivares mais nutritivos. São 15 Unidades da Embrapa envolvidas, com foco no melhoramento de alimentos básicos, como arroz, feijão, feijão-caupi, mandioca, batata-doce, milho, abóbora e trigo.

 

Os programa brasileiro de biofortificação tem o suporte do programa HarvestPlus, um consórcio de pesquisa que atua na América Latina, África e Ásia com recursos financeiros da Fundação Bill e Melinda Gates, Banco Mundial e agências internacionais de desenvolvimento.

 

Sobre a BBC World News

A BBC World News é um canal internacional de notícias e informações, transmitido em inglês em mais de 200 países e territórios. Fundado em 1991, o canal pertence ao grupo British Broadcasting Corporation (BBC). A audiência semanal desse canal é estimada em 84 milhões de telespectadores. O conteúdo é focado em notícias internacionais, esportes, clima, negócios, atualidades e documentários.

 

Com informações de Paula Rodrigues (MTB 61.403/SP) e agência Sant’Anna.

 

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BioFORT participa de concurso internacional sobre casos de sucesso na agricultura familiar

A rede de pesquisa e transferência de tecnologia em biofortificação de alimentos coordenada pela Embrapa, o BioFORT, está participando do “Terceiro concurso de casos exitosos de inovações para a adaptação da agricultura familiar – agricultura e nutrição.” O caso apresentado pelo projeto é o da batata-doce biofortificada BRS Amélia – variedade enriquecida em pró-vitamina A, que promove segurança alimentar, principalmente junto a comunidades em situação de vulnerabilidade no Sul do Brasil.

Organizado pelo Fontagro, o concurso busca identificar e documentar exemplos bem sucedidos de inovação na agricultura para melhorar a disponibilidade e qualidade nutricional dos alimentos. Também visa identificar experiências que tenham potencial para reprodução em outros locais.

Saiba mais no site do concurso.

Dentre três categorias, a Rede BioFORT concorre na modalidade “Setor público nacional e organizações não-governamentais da América Latina, Caribe e Espanha junto a outras 50 experiências. Em cada categoria, as iniciativas selecionadas receberão valor em dinheiro para pesquisadores, produtores e usuários que participaram do caso; recursos para fortalecimento da capacidade institucional da organização ganhadora; e uma viagem a Washington para a apresentação do caso.

Também, os dez melhores casos selecionados receberão um reconhecimento e irão integrar a publicação final com os casos de destaque, a ser distribuída internacionalmente em espanhol e inglês e apresentada em reunião especial na Sede do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington. A previsão é que os resultados saiam até o fim deste ano.

As propostas submetidas serão avaliadas mediante oito critérios: execução em países da América Latina, Caribe ou Espanha; realização nos últimos 15 anos e implementação em no mínimo três; benefício direto a pequenos agricultores; relação com a cadeia agroalimentar; benefícios nos aspectos produtivos, econômicos, sociais, ambientais e em termos de diversificação nutricional; potencial para uso em outras regiões; magnitude quantitativa do impacto; e evidências de replicabilidade.

Para o líder da Rede BioFORT no Brasil, o pesquisador da Embrapa José Luiz Viana de Carvalho, a participação vai além da disseminação de uma história de sucesso do projeto. “É a nossa contribuição para o almoço e a janta do dia a dia com maior qualidade nutricional. Ou seja, é o somatório de uma série de práticas para que consigamos diminuir a fome oculta na América Latina”, afirmou.

Fontagro
Fontagro é uma forma de cooperação entre países da América Latina, Caribe e Espanha, que promove a inovação da agricultura familiar, a competitividade e a segurança alimentar. Foi criada em 1998 com o objetivo de contribuir para o manejo sustentável dos recursos naturais, a melhoria da competitividade e a redução da pobreza, mediante o desenvolvimento de tecnologias e inovações de relevância para a sociedade e seus países membros.

Atualmente, integram a entidade 15 países: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Espanha, Honduras, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. Patrocinam a iniciativa o Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura.

BioFORT
Rede BioFORT é o conjunto de projetos responsáveis pela biofortificação de alimentos no Brasil. Busca diminuir a desnutrição e garantir maior segurança alimentar e nutricional através do aumento dos teores de ferro, zinco e vitamina A na dieta da população mais carente – três das maiores carências mundiais. No Brasil, a biofortificação consiste na seleção e cruzamento de plantas da mesma espécie, gerando cultivares mais nutritivos, com foco no melhoramento de alimentos básicos, como arroz, feijão, feijão-caupi, mandioca, batata-doce, milho, abóbora e trigo.

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Embrapa realiza seminário sobre milho e outras culturas biofortificadas em Caucaia, no Ceará

A Embrapa participa, dia 25 de junho, próxima terça-feira, do “Seminário sobre milho e outras culturas biofortificadas: opções nutritivas e viáveis para o Nordeste”.  O evento acontecerá no Centro de Treinamento em Extensão Rural da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), em Caucaia-CE.

Na ocasião, será apresentado o Projeto BioFORT, além do processo do desenvolvimento, das características nutricionais e do manejo da cultivar de milho biofortificada BRS 4104.

“O Seminário é destinado a agrônomos, extensionistas, membros da Secretaria da Agricultura e da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará e de outros estados, produtores de sementes e técnicos agrícolas”, relata o engenheiro agrônomo Reginaldo Resende Coelho, da Secretaria de Inovação e Negócios da Embrapa.

A abertura do seminário será às 14 horas, com o pronunciamento do engenheiro agrônomo Marcos Vinícius Assunção, da Secretaria de Desenvolvimento Agrário /Coordenadoria de Desenvolvimento da Agricultura Familiar (SDA/Codaf), do Estado do Ceará.

Em seguida, haverá a apresentação do Projeto BioFORT, pelo pesquisador José Luiz Viana de Carvalho, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, e a palestra “Aspectos sobre biofortificação e características nutricionais da cultivar do milho biofortificado BRS 4104”, pela cientista de alimentos Maria Cristina Dias Paes, da Embrapa Milho e Sorgo.

Após o intervalo, acontecerão mais três palestras: “Pesquisa e desenvolvimento da cultivar de milho bifortificado BRS 4104”, pelo pesquisador Paulo Evaristo de Oliveira Guimarães (Embrapa Milho e Sorgo); “Manejo da cultivar Milho BRS 4104 nas condições de agricultura familiar no Estado do Maranhão”, pelo analista Carlos Martins Santiago (Embrapa Cocais); e “Manejo da cultivar de milho BRS 4104 nas condições de agricultura familiar no Estado do Piauí”, pelo analista Adão Cabral das Neves (Embrapa Meio-Norte).

Biofortificação e Milho BRS 4104

No Brasil, as atividades de biofortificação são coordenadas pelo projeto BioFORT, com o propósito de garantir a maior segurança alimentar, por meio do aumento dos minerais ferro e zinco, assim como da vitamina A, em alimentos básicos da população brasileira.

O milho pró-vitamina A, BRS 4104, foi desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo. Ele possui maiores concentrações de carotenoides precursores da vitamina A. Nessa variedade mais nutritiva de milho, a concentração média de pró-vitamina A é de 2,5 a 3,2 vezes maior do que os valores encontrados no milho comum.

Para saber mais sobre o BRS 4104, clique aqui.

 

Serviço

Promoção: Embrapa, Projeto BioFORT e SDA – Codaf Ceará

Local: Centro de Ensino em Treinamento e Extensão Rural (Cetrex /Ematarce)

R. Leticia Marques Cavalcante, 4597 – Capuan, Caucaia-CE
Telefone: (85) 3101-3358

Inscrições: gratuitas

 

Para mais informações, entre em contato com os coordenadores do seminário:

 

Reginaldo Resende Coelho
Telefone: (31) 3027-1233 / (31) 3027-1323
e-mail: reginaldo.coelho@embrapa.br e

 

Marcos Vinícius Assunção
Telefone: (85) 3101-8064
e-mail: marcos.vinicius@sda.ce.gov.br

 

 

Sandra Brito (MG 06230 JP)
Embrapa Milho e Sorgo

Press inquiries

Phone number: (31) 3027-1223

Further information on the topic
Citizen Attention Service (SAC)
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Tecnologias para alavancar o empoderamento das mulheres rurais

Cerca de 120 produtoras rurais participaram nesta terça-feira (11) do primeiro evento específico para as mulheres promovido em parceria pela Embrapa e Emater/RS-Ascar, em Bento Gonçalves (RS). “Para a Embrapa, esse é um momento muito especial, porque sabemos da importância histórica do trabalho desempenhado pelas mulheres, em especial pelas mulheres rurais. Sempre focamos o homem como ator principal, mas hoje nós organizamos este evento como forma de reconhecimento à importância de vocês, produtoras rurais”, anunciou José Fernando da Silva Protas, chefe-geral da Embrapa Uva e Vinho, ao realizar a abertura do evento “Mulheres Rurais: o poder que produz”.

Ainda na abertura, a chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Janice Zanella, e a gerente da regional daEmater/RS-Ascar de Caxias do Sul, Sandra Dalmina, emocionaram a plateia com seus depoimentos, diretamente ligados à agricultura familiar. As gestoras falaram sobre as diversas dificuldades ao longo do caminho que percorreram para hoje serem as representantes de suas instituições.  “É muito interessante ver as mulheres como uma força extraordinária, que está nas propriedades rurais trabalhando, impulsionando e gerando todo esse desenvolvimento e riqueza, através do suporte a toda a família, nas mais diferentes formas”, disse Sandra.

Para Janice Zanella, a iniciativa concretizou um sonho da Embrapa, de reunir a força da mulher e mostrar que o caminho do sucesso está pronto para ser conquistado, nesta iniciativa liderada pela Embrapa Uva e Vinho. Ela também destacou a ligação do evento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), que compõem uma agenda mundial para a construção e implementação de políticas públicas. “Aqui respondemos diretamente a dois dos 17 objetivos propostos: o número 5, de Igualdade de Gênero, e o 10, de Redução das Desigualdades. Nós mulheres não temos que ser iguais aos homens, mas temos que ter as mesmas oportunidades e mostrar o poder e a competência que temos”.

A abertura já preparou a plateia de 120 produtoras rurais para a palestra “Na cabeceira da mesa”, com a jornalista Marciele Scarton, autora do livro Mulheres do Interior,  que destacou e valorizou as conquistas diárias das mulheres. “A proposta da palestra foi incentivar as mulheres a praticarem e a valorizarem as suas conquistas. Muitas vezes esses foram direitos negados para as mulheres do passado e hoje como estão incorporados, a gente acaba deixando de lado, não valorizando”, disse.

Dia de campo sob medida

Á tarde, as produtoras participaram de um dia de campo preparado sob medida por quatro unidades da Embrapa –  Clima Temperado, Suínos e Aves, Trigo e Uva e Vinho, com a apresentação de tecnologias que podem agregar renda à produção. “A ideia foi destacar, a partir da realidade da Serra Gaúcha, o que as unidades de pesquisa do Sul poderiam apresentar. E pela receptividade e avaliação das participantes, foi um sucesso. Com certeza, teremos propriedades que irão adotar as novidades”, avaliou Marcos Botton, chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Uva e Vinho e idealizador do evento.

Em seu espaço, a Embrapa Clima Temperado apresentou variedades de batata-doce biofortificadas que enriquecem a refeição, dentre elas a BRS AméliaBRS RubissolBRS CuiaBRS Beauregard BRS Gaita. Também abordou sobre o manejo, produção de mudas e os benefícios nutricionais do alimento.

Já a Embrapa Trigo conquistou as participantes com uma oficina de panificação, na qual foram ensinadas técnicas para agregar valor ao pão comum, utilizando diferentes recheios como calabresa, ervas finas e pizza enrolada. O encontro também esclareceu dúvidas e repassou dicas.

Embrapa Suínos e Aves apresentou como alternativa para agregação de valor na propriedade a galinha poedeira colonial  Embrapa 051, especializada na produção de ovos de casca marrom. Por ser rústica, ela se adapta bem aos sistemas menos intensivos, característicos da agricultura familiar.

Na estação da Embrapa Uva e Vinho, as mulheres degustaram e compararam o suco de uva integral e o néctar, percebendo as principais diferenças entre eles. Também conheceram o Suquificador, equipamento desenvolvido pela Empres ade Pesquisa para produzir suco de uva integral em pequenas quantidades, ideal para a agricultura familiar.

Atenta a todas as dicas e recomendações, a produtora Valdete Peruzzo aproveitou também para tirar dúvidas sobre a elaboração do suco já pensando no futuro. “Fazer suco é um sonho antigo. Ter um equipamento desses (suquificador), me deixa até sem palavras. Realmente o evento de hoje vai ajudar a realizar o meu sonho”, comentou a agricultora. A importância de aprender e ver coisas diferentes, como esse equipamento também foi o ponto destacado por Teresinha Massocco Paese, produtora de Pinto Bandeira. “Tem que se mostrar, que se tem vontade de aprender. Eu deixaria esse registro: quando tiver um evento, que vá”.

“Além das novidades para as participantes, esse evento fez todo mundo refletir. Foi uma excelente parceria entre a Emater e a  Embrapa”, avaliou a extensionista social Maria de Lourdes Gasperin Pancotte, do escritório da Emater/RS-Ascar de Bento Gonçalves. Ela integrou a comissão organizadora do evento, que foi promovido pela Embrapa e Emater/RS-Ascar, contando com o apoio do Sicredi Serrana, da Corteva Agriscience e do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin).

Coroando o sucesso desse primeiro evento específico para as mulheres, as Instituições responsáveis pela organização já se preparam para as próximas edições, as quais deverão ser anuais, contemplando assuntos sugeridos pelas participantes. Ficou evidente que a fórmula do evento atingiu os objetivos propostos e, somada à própria força inerente das produtoras rurais, alavancará sua participação no desenvolvimento das famílias e comunidades rurais da Serra Gaúcha.

Clique aqui e confira o folder preparado especialmente para o evento.

Clique aqui e confira um vídeo resumo do encontro.

O evento  integrou o plano de estágio de final de curso do estudante de Relações Públicas Paulo Eduardo Dóro Prestes, da Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen, orientado pela relações-públicas da Embrapa Uva e Vinho, Silvana Buriol.

 

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BioFORT realiza ações com biofortificação no Haiti

 

A Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro, RJ) coordena atividades de biofortificação na América Latina e Caribe desde 2012 e, junto ao HarvestPlus-CIAT, realiza ações no Haiti, introduzindo variedades de mandioca e batata-doce com maiores níveis de pró-vitamina A. O objetivo do projeto no Haiti, iniciado em 2016 e concluído em 2018, foi aumentar a capacidade do país em melhoramento convencional de mandioca e batata-doce, assim como estabelecer capacidade de análise de carotenóides com uso de espectrofotômetro, assim como pelos métodos iCheck e NIRS portátil.

Em setembro de 2017, o furacão Irma atingiu o país, dificultando a comunicação entre parceiros e ocasionando perdas de material. Já no segundo semestre de 2018, a crise política no Haiti inviabilizou a realização dos workshops planejados.

 

Apesar das dificuldades, foram conduzidos treinamentos e desenvolvidos manuais de produção de mudas em condições de segurança fitossanitária em espanhol, francês, inglês e português. Também foram conduzidos treinamentos em análise de carotenóides e feita a recomendação teórica para a implementação de sistema de monitoramento e avaliação de modo a garantir o controle de qualidade das análises realizadas. Adicionalmente, a casa de vegetação de Les Cayes foi recuperada com o auxílio de fundos do MarketPlace.

Embrapa leva cultivares biofortificados para o CEPTA, em Magé

Na segunda-feira (03), a Embrapa levou sementes do milho BRS 4104 e do feijão BRS SUBLIME para o Centro de Ensino, Pesquisa e Treinamento em Agroecologia (Cepta) de Magé, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. cultivares biofortificados

O Cepta é um espaço destinado à experimentação e ao cultivo de alimentos ricos em nutrientes, livres do uso de agrotóxico. Localizado na Cachoeira Grande, distrito agrícola de Magé, recebe investimento da Prefeitura para realizar as experiências e está conveniado à Embrapa desde a sua inauguração, em 2015.

No local, os engenheiros agrônomos Igor dos Santos Nunes e Ana Paula Guimarães de Farias mostraram um pouco das atividades que realizam no Centro e apresentaram o plano de trabalho para o próximo ano. O subsecretário de Agricultura de Magé, Ailton Nunes, também estava presente.

Os cultivares biofortificados

O BRS 4104 é uma variedade de milho com maiores concentrações de carotenoides pró-vitamínicos A, que são substâncias presentes no alimento que, à partir de reações químicas, se transformam em vitamina A. No milho biofortificado, as concentrações de pró-vitamina A variam de 6 a 8 microgramas por grama de grãos, enquanto no milho comum apresenta uma média de 2,5 mg. O BRS 4104 é desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas, MG).

Já o feijão carioca BRS FC104 é cultivado em Santo Antônio de Goiás (GO), pela Embrapa Arroz e Feijão. Geralmente, uma variedade de feijão possui ciclo de 90 dias, sendo as mais precoces com ciclo em torno de 75 dias. Esta semente tem o ciclo abaixo de 65 dias, grande vantagem competitiva para o agricultor. Além disso, a cultivar tem um elevado potencial produtivo, chegando em média a 3.792 kg/hectare.

Mas o que é biofortificação?

“A biofortificação é uma técnica de melhoramento genético convencional capaz de gerar cultivares mais nutritivos. No Brasil, a unificação dos projetos científicos com alimentos biofortificados, sob coordenadoria da Embrapa, atende pelo nome de Rede BioFORT, que além do incentivo federal, recebe suporte financeiro de programas internacionais como o HarvestPlus. O diferencial está na maior biodisponibilidade de nutrientes como ferro, zinco e provitamina A que essas cultivares possuem quando melhoradas, fortalecendo dessa forma nosso combate contra a deficiência nutricional, a popular fome oculta. O modus operandi brasileiro evidencia nossa escolha em não trabalhar com métodos de transgenia, aproveitando nossa biodiversidade”.

Acompanhe notícias sobre o tema no site do Projeto: https://biofort.com.br/

 

Por Andressa Binéli (estagiária sob supervisão)