Biofortificação aumenta seu alcance no Rio de Janeiro

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Cooperativa de Araruama firma convênio com a Embrapa para transferência de alimentos biofortificados

 

A COOPAFO – Cooperativa de Pescadores e Agricultores Organizados – assinou um convênio com a Embrapa Agroindústria de Alimentos que possibilitará a transferência de variedades biofortificadas com o intuito de realizar a multiplicação das cultivares em Araruama.

 

Leandro Leão, analista da Embrapa Agroindústria de Alimentos, foi o responsável por articular formação da parceria. Ele conta como surgiu a demanda do município.

 

”Tudo começou com uma visita técnica à cidade de Mesquita, onde conhecemos trabalhadores da COOPAFO que mostraram interesse em produzir os alimentos biofortificados. Vimos o potencial da cooperativa em poder multiplicar esse material e após uma reunião e mais alguns detalhes burocráticos, finalmente, firmamos a parceria.”

 

Presidida pela produtora Rejane de Oliveira, a cooperativa vem trabalhando, principalmente, com bebida láctea e iogurte, goiabada cascão, polpa de fruta, farinha de mandioca, mel em sachê e ovo caipira. Segundo Rejane, a mandioca e a batata-doce biofortificadas são os cultivos que se encaixam melhor dentro do atual cenário da COOPAFO. “Já plantamos essas duas variedades biofortificadas aqui na nossa sede. Como nossa feira local ainda é pequena, nossos esforços concentram-se mais no comércio junto à prefeitura, vendendo para a merenda escolar.”

 

O pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Mauro Pinto, ressalta que a parceria vem para fortalecer a agricultura familiar no estado do Rio de Janeiro que, atualmente, conta também com Itaguaí e Magé dentre os municípios beneficiados pela transferência de tecnologia de alimentos ricos em vitaminas e minerais.

 

“O Rio de Janeiro vem aumentando sua oferta e demanda por produtos com perfil mais nutritivo, naturais e orgânicos. As feiras locais saem fortalecidas, pois aqui no estado o interior é muito próximo da cidade grande, o que propicia um cenário atraente para a agricultura urbana e familiar.”

 

Mais de 30.000 pessoas no Brasil já tiveram acesso aos alimentos biofortificados.

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