Milho biofortificado da Embrapa é servido em escola de Minas Gerais

 

Na sexta-feira, 23, representantes da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas, MG) levaram a cultivar de milho biofortificado, a BRS 4104, para degustação na escola Escola Estadual Coronel Américo Teixeira Guimarães, no município de Fortuna de Minas. A “Ação Biofortificação nas escolas estaduais” tem o apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e faz parte do projeto “Ciências sobre rodas”, criado pela unidade em 2017, que visa divulgar a importância da ciência na produção de alimentos mais saudáveis e nutritivos. Cerca de cem alunos do ensino médio, quatro cantineiras e quatro professores experimentaram o produto.

O “Ciências sobre rodas” conta com a participação da equipe do Núcleo de Comunicação Organizacional (NCO) da Embrapa Milho e Sorgo, além do apoio de pesquisadores, analistas e técnicos da Transferência de Tecnologia. “No evento de lançamento, ocorrido em outubro de 2017, contamos com a importante parceria da Superintendência Regional de Ensino, que fez toda a mobilização com as escolas para a participação nas ações do projeto. A Superintendência também foi importantíssima no acompanhamento das ações que envolviam a degustação de produtos. Uma das ações do projeto refere-se ao treinamento de cantineiras para o uso do sorgo e do milho biofortificado, o BRS 4104”, explicou Mônica Castro, analista do NCO e responsável pelo projeto na Embrapa.

Cultivar

Desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo, o BRS 4104 é uma variedade de milho com maiores concentrações de carotenoides pró-vitamínicos A, ou seja, substâncias presentes no alimento que se transformam em vitamina A a partir de reações químicas. Essa vitamina desempenha papéis importantes para a saúde humana, como a manutenção da visão, a integridade da pele, o bom funcionamento dos sistemas imunológico e reprodutor, além da prevenção de doenças. No milho biofortificado, as concentrações de pró-vitamina A variam de 6 a 8 microgramas por grama

de grãos, enquanto no milho comum apresenta uma média de 2,5 mg.

Além da distribuição, houve uma breve apresentação da Embrapa e uma palestra em que a cientista de alimentos Maria Cristina Dias Paes falou sobre a importância da biofortificação para a saúde humana, quais as culturas desenvolvidas no Brasil e o trabalho realizado pela Rede BioFORT.

Os telespectadores receberam folders e participaram de um sorteio de camisetas e bonés do projeto.

BioFORT

A Rede BioFORT é coordenada pela Embrapa

(Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), reunindo todos os projetos de biofortificação de alimentos no Brasil. O principal objetivo é garantir uma maior segurança alimentar através do aumento dos teores de ferro, zinco e vitamina A na dieta da população mais carente, combatendo assim a fome oculta. A essência está em enriquecer alimentos que já fazem parte da dieta da população para que esta possa ter acesso a produtos mais nutritivos e que não exijam mudanças de seus hábitos de consumo.

Para mais informações, acesse o site https://biofort.com.br/.

Por Andressa Binéli.

 

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