Embrapa leva cultivares biofortificados para o CEPTA, em Magé

Na segunda-feira (03), a Embrapa levou sementes do milho BRS 4104 e do feijão BRS SUBLIME para o Centro de Ensino, Pesquisa e Treinamento em Agroecologia (Cepta) de Magé, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. cultivares biofortificados

O Cepta é um espaço destinado à experimentação e ao cultivo de alimentos ricos em nutrientes, livres do uso de agrotóxico. Localizado na Cachoeira Grande, distrito agrícola de Magé, recebe investimento da Prefeitura para realizar as experiências e está conveniado à Embrapa desde a sua inauguração, em 2015.

No local, os engenheiros agrônomos Igor dos Santos Nunes e Ana Paula Guimarães de Farias mostraram um pouco das atividades que realizam no Centro e apresentaram o plano de trabalho para o próximo ano. O subsecretário de Estado da Agricultura do Rio de Janeiro, Ailton Nunes, também estava presente.

Os cultivares biofortificados

O BRS 4104 é uma variedade de milho com maiores concentrações de carotenoides pró-vitamínicos A, que são substâncias presentes no alimento que, à partir de reações químicas, se transformam em vitamina A. No milho biofortificado, as concentrações de pró-vitamina A variam de 6 a 8 microgramas por grama de grãos, enquanto no milho comum apresenta uma média de 2,5 mg. O BRS 4104 é desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas, MG).

Já o feijão carioca BRS FC104 é cultivado em Santo Antônio de Goiás (GO), pela Embrapa Arroz e Feijão. Geralmente, uma variedade de feijão possui ciclo de 90 dias, sendo as mais precoces com ciclo em torno de 75 dias. Esta semente tem o ciclo abaixo de 65 dias, grande vantagem competitiva para o agricultor. Além disso, a cultivar tem um elevado potencial produtivo, chegando em média a 3.792 kg/hectare.

Mas o que é biofortificação?

“A biofortificação é uma técnica de melhoramento genético convencional capaz de gerar cultivares mais nutritivos. No Brasil, a unificação dos projetos científicos com alimentos biofortificados, sob coordenadoria da Embrapa, atende pelo nome de Rede BioFORT, que além do incentivo federal, recebe suporte financeiro de programas internacionais como o HarvestPlus. O diferencial está na maior biodisponibilidade de nutrientes como ferro, zinco e provitamina A que essas cultivares possuem quando melhoradas, fortalecendo dessa forma nosso combate contra a deficiência nutricional, a popular fome oculta. O modus operandi brasileiro evidencia nossa escolha em não trabalhar com métodos de transgenia, aproveitando nossa biodiversidade”.

Acompanhe notícias sobre o tema no site do Projeto: https://biofort.com.br/

 

Por Andressa Binéli

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