Entenda os benefícios da energia solar na agricultura

Energia Solar na Agricultura

A energia solar na agricultura tem exercido papel importante na redução do impacto ambiental pelo mundo. Sem falar nos seus benefícios em garantir economia ao produtor rural por diminuir em até 90% os gastos com eletricidade. Nos últimos anos, painéis fotovoltaicos tiveram uma queda de preço, o que motivou um crescente investimento na adoção deste tipo de sistema. O número de instalações contendo painéis solares em propriedades rurais no Brasil ainda é baixo, porém com o disparo cada vez mais comum do preço da energia elétrica, a expectativa é que o agricultor passe a olhar com bons olhos a oportunidade de migrar para um sistema movido a energia solar.

Por ser gratuita e abundante, a energia solar atrai atenção para qualquer alternativa mais barata e eficaz de implantar na produção agrícola. O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) acaba sendo uma das soluções encontradas pelo pequeno produtor na busca pelo financiamento de uma sistema inovador como esse.

Para acabar com as dúvidas de uma vez por todas, saiba quais os benefícios da energia solar na agricultura!

Garante autonomia ao produtor

Ao trabalhar com a energia solar na agricultura, o produtor fica livre da dependência por outras fontes não renováveis. Isto também é fundamental para a qualidade de vida de moradores de regiões que contam com estruturas precárias de sistema elétrico e até mesmo da ausência deste. Atualmente os diferentes tipos de instalações com painéis fotovoltaicos permitem o armazenamento por bateria ou a conversão em créditos por conta dos excedentes de energia. Desta forma há a garantia de operação em ocasiões onde a falta de claridade irá existir.

Fortalece a agricultura de precisão

Ao reduzir os custos com eletricidade, o produtor rural verá motivação para aumentar a presença dos sistemas de energia solar na sua propriedade, trazendo assim a filosofia sustentável para meios mais tecnológicos. Um  exemplo é o modo como a agricultura de precisão tem se beneficiado com as diversas formas de trabalho envolvendo a energia solar. É possível ver agricultores automatizando a comunicação da propriedade rural a partir da telemetria, fortalecendo o monitoramento de dados e deixando a toma de decisões mais eficaz.

Permite uma irrigação mais barata

Diversos projetos de irrigação contam com um alto custo de manutenção por conta do bombeamento de água que convencionalmente utiliza energia elétrica para o pleno funcionamento. Produtores rurais têm adotado em suas propriedades sistemas de irrigação por energia solar como forma de aproveitar a alta incidência dos raios solares e baixo custo da manutenção. Ao aliar o kit de irrigação solar com a funcionalidade de um poço artesiano, o agricultor pode dar início a uma das mais inovadoras soluções de irrigação que vêm conquistando adeptos, principalmente, no Nordeste.

Provém economia na dessalinização

Durante a perfuração de poços artesianos é comum encontrar uma grande quantidade de águas salinas. Desta forma, cabe recorrer à dessalinização que pode hoje ser movida por energia solar garantindo maior economia em todo o processo. A prática é importante não só para o consumo humano, mas também para beneficiar outras atividades produtivas. Isto porque os rejeitos salinos oriundos da filtragem podem ser aproveitados em piscinas de criação de tilápia, por exemplo. É importante estar atento a essas alternativas, pois os rejeitos salinos podem causar prejuízos ao solo, portanto, quanto mais opções de diminuir o impacto ambiental existirem, melhor.

O número de fabricantes nacionais de sistemas à base de energia solar vem aumentando no Brasil. A expectativa com isto é que os preços caiam ainda mais, gerando maior demanda por parte do produtor. Além dos exemplos citados, existem outros casos em que a utilização de um equipamento com painéis fotovoltaicos pode gerar benefícios, como por exemplo o resfriamento de alimentos e a instalação de cercas elétricas para o manejo adequado de gado, este uma alternativa na pecuária.

A energia solar na agricultura é uma realidade que chama atenção pelo potencial econômico, eficaz e sustentável. Geradores movidos a combustíveis fósseis perdem espaço para essa tecnologia que utiliza recursos abundantes no meio ambiente. Por mais que utilizemos a palavra “alternativa”, no Brasil a energia solar acaba sendo para muitas famílias a única possibilidade existente para gerar uma produção agrícola rica. Ficou curioso para saber mais? Então leia este outro artigo e saiba como famílias inteiras do Piauí estão se beneficiando com a energia solar na agricultura!

Quanto tempo para colher mandioca? Livre-se desta e mais dúvidas!

Tempo de colher mandioca

A mandioca é um dos principais cultivos agrícolas do Brasil e do mundo. Sua alta capacidade produtiva e nutricional atrai a atenção daqueles que trabalham no campo. A Nigéria é a principal produtora do vegetal, com o Brasil, a Tailândia e a Indonésia como outros grandes produtores correndo por trás. Diante da demanda crescente, é normal muitas dúvidas surgirem cada vez que um novo agricultor se propõem a iniciar a produção do cultivo na sua propriedade. A pergunta — Quanto tempo para colher mandioca? — acaba sendo mais comum do que se imagina, e ela não é a única dúvida a aparecer.

Apelidada de macaxeira ou aipim, a cultura pode ser plantada em quase toda a região do país (exceto naquelas com um inverno intenso, abaixo de 18ºC) por conta de sua alta adaptabilidade. É uma rica fonte de amido e provou ser capaz de também fornecer quantidades relevantes de vitamina A ao organismo, graças as cultivares desenvolvidas pela Embrapa que visam combater a carência nutricional, popularmente conhecida como fome oculta, responsável por assolar bilhões no mundo.

Vamos ver agora então quais as principais dúvidas que cercam o plantio da mandioca e como saná-las!

Qual variedade escolher?

As mandiocas dividem-se basicamente em dois tipos: mandioca de mesa e mandioca-brava. A primeira é conhecida também como doce e pode ser consumida das mais diversas formas, não exigindo processamento para o consumo. Já a mandioca-brava, chamada também de amarga, contém um alto nível de ácido cianídrico, substância extremamente tóxica para o organismo humano, e, portanto, é consumida somente quando processada, por exemplo como farinha.

Muitas variedades têm chamado a atenção do produtor e do consumidor. A Embrapa desenvolveu ao longo dos últimos 10 anos, três variedades ricas em vitamina A de polpa amarelada  — BRS Gema de Ovo, BRS Dourada e BRS Jari. Estas são cultivares biofortificadas e apresentam um grande apelo nutricional, fato que as credencia como principal escolha por parte dos consumidores na feira agrícola.

Qual a melhor época de plantio da mandioca?

Pesquisadores já deixaram claro que produzir a cultura na época errada pode comprometer seriamente o seu rendimento, sendo capaz de ocasionar até 30% em perdas na produção. A mandioca precisa de um clima quente e úmido para crescer saudável, portanto, dependendo da região, ela pode ser plantada durante o ano todo. É importante sempre ter atenção com períodos de seca, pois a mandioca não resiste a longos intervalos sem água. Sistemas de irrigação podem ser fundamentais nestas ocasiões de modo a estabelecer uma filosofia de segurança produtiva — mitigando o máximo de riscos possíveis para o sucesso do plantio.

Quais as técnicas de manejo?

É recomendado sempre antes realizar uma análise de solo para que se tenha mais segurança e autoridade no que se está fazendo. A mandioca é uma cultura que rende bem em solos arenosos, tendo uma boa tolerância à pouca fertilidade; fuja de solos argilosos com pouca drenagem. Não esqueça também de limpar a área de plantio, retirando plantas que podem vir a competir com a mandioca.

Feito os preparativos, é hora de prestar atenção aos aspectos de preparo das leiras e da variedade:

  • Comprimento das manivas: 20 cm
  • Diâmetro das manivas: 2,5 cm
  • Profundidade: 5 a 10 cm
  • Espaçamento entre as leiras: 1 m
  • Espaçamento entre as plantas: 50 a 60 cm

Quanto tempo para colher mandioca?

A mandioca é um cultivo de ciclo longo, pois sua colheita pode ser feita a partir do oitavo mês de produção e durar até dois anos. Há casos em que você poderá colher o vegetal no sétimo e até no sexto mês, tudo irá depender do diâmetro da raiz, o qual é recomendado possuir mais do que três centímetros.

A produtividade média da cultura no Brasil é de 13,5 toneladas por hectare, segundo a Embrapa. Porém tem sido cada vez mais normal ver esse número aumentar em propriedades que seguem todas as boas práticas para um plantio correto, não deixando de lado uma irrigação eficaz e alta incidência de luz sobre o cultivo.

Acredite: A pergunta “Quanto tempo para colher mandioca?” é feita cada vez mais que a fama da cultura aumenta. Em muitos casos isto é uma preocupação de agricultores que precisam atuar como multiplicadores e, portanto, exigem dinamismo e alto rendimento da produção para muitas vezes abastecer uma comunidade inteira. Pensando na rotina dos multiplicadores, a Embrapa desenvolveu uma projeto conhecido como Reniva, que se trata de uma sofisticação do plantio visando a rápida multiplicação de manivas.

Ficou interessado em saber como funciona a técnica disseminada pelo projeto Reniva? Então assista este vídeo que se encontra em nosso canal no YouTube!

O que é irrigação por gotejamento com garrafa pet? Entenda os benefícios

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A irrigação por gotejamento com garrafa pet alia os dois melhores mundos para a agricultura familiar: otimização da disponibilidade de água e baixo custo. A irrigação feita por meio de fitas gotejadoras têm sido a solução de diversos produtores que encaram dificuldades com a falta de água em virtude do clima. O gotejamento possibilita regar diretamente a raiz da planta, evitando o desperdício de água e fortalecendo práticas sustentáveis no ambiente rural.

O sistema de irrigação por gotejamento é, sem dúvidas, um investimento que vale a pena, porém muitos agricultores acabam não optando por conta do custo inicial de instalação que é maior do que os outros sistema existentes no mercado. Dependendo do tamanho da sua área, uma solução prática para contornar este problema é produzir de modo caseiro a irrigação por gotejamento utilizando garrafa pet. O método basicamente consiste em realizar pequenos furos na tampa ou no fundo do plástico da garrafa — tudo vai depender da posição em que ela ficará virada para o solo. É recomendado furar com uma agulha queimada, pois perfura mais fácil e mantém as perfurações pequenas.

Aproveite para saber mais e entenda agora os benefícios de pôr em prática esta alternativa!

Sofre pouco impacto da evaporação e do vento

Uma das dores de cabeça ao lidar com irrigação é a evaporação da água ocorrida frequentemente em climas mais secos, e também a alta incidência de vento em regiões mais próximas do mar que acabam por quebrar a uniformidade da distribuição da água no solo. Por conta disto a irrigação por gotejamento com garrafa pet praticamente anula os dois problemas ao trabalhar com quantidades mínimas de água. O fato de a garrafa sempre hidratar o solo continuamente faz com que a perda por evaporação seja desprezível. É bom lembrar que o ideal, na hora de reabastecer os utensílios e reiniciar o processo, é usar água da chuva.

Evita o desperdício

Não se deve esquecer que água para o produtor é também insumo, pois ele terá gastos com a sua utilização para aumentar a produtividade do material plantado. Portanto é necessário encontrar formas de otimizar o seu uso. Sem falar no fato de que em muitas regiões a adoção de irrigação passa a ser uma obrigação, já que adversidades encaradas em períodos secos assolam o Brasil, principalmente no Nordeste.

A irrigação por gotejamento com garrafa pet é sinônimo de custo-benefício e recuperação do controle da água pelo produtor. Existem maneiras bem criativas de lidar com o sistema — você pode utilizar galões para criar uma estufa e trabalhar com a evaporação a seu favor.

Preserva o meio ambiente

A técnica com as garrafas foi originalmente criada em Israel para fins de irrigação em larga escala, e ao que tudo indica a alternativa tem dado certo também na redução de impacto ambiental. Toda garrafa pet reaproveitada para irrigação é uma garrafa que poderia estar sendo descartada na natureza e provocando grandes malefícios à fauna e flora. O agricultor familiar que se conscientiza a respeito das boas práticas sustentáveis alcança um nobre patamar de respeito e admiração da comunidade rural.

Traz eficácia para a produção dos cultivos

Obviamente que o principal objetivo para a adoção de um sistema de irrigação por gotejamento com garrafa pet é aumentar os números de produtividade dos cultivos plantados na propriedade familiar. Um solo seco é um solo carente de nutrientes e por isto a água da chuva é tão importante. Há várias maneiras de posicionar a garrafa pet para regar as plantas, há alguns que de modo mais refinado colocam um bico gotejador e uma mangueira de soro fisiológico ligados à tampa — na posição de cabeça para baixo — fazendo ainda um corte (sem furar) na base da garrafa para a reposição de água. Este método é bem interessante, pois evita o risco de dengue.

A irrigação por gotejamento com garrafa pet consegue de forma caseira solucionar problemas cruciais que atrasam a capacidade produtiva de um agricultor familiar. O modelo apresentado já é bastante disseminado em hortas orgânicas, mas possui potencial para agregar valor em outros formatos e tamanhos de áreas de produção.

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Saiba quais são os principais programas de incentivo à agricultura familiar

Programas de agricultura familiar

Programas de incentivo à agricultura familiar têm ajudado famílias inteiras a aumentar a renda e a garantir uma produção sem desperdícios. Políticas públicas exercem um papel fundamental em motivar a manutenção de pequenos produtores nas suas propriedades de origem, prosperando no campo e impedindo cada vez mais o êxodo rural. Muitos agricultores familiares enfrentam obstáculos na hora de escalar a produção devido a dificuldades relacionadas aos seguintes itens:

  • difícil acesso ao crédito rural
  • insuficiência hídrica
  • privação de insumos agrícolas
  • falta de conhecimento técnico

Produtores do Norte e Nordeste são os mais afetados por estes problemas. Os cinco piores IDHs do país pertencem aos estados da Paraíba, Piauí, Pará, Maranhão e Alagoas. Já em um cenário global, o Brasil ocupa a 75ª posição com um IDH de 0,755. Certamente são dados alarmantes que expõem a fragilidade do nosso desenvolvimento social, e que necessita de uma maior eficácia por parte dos órgãos públicos. Portanto, vamos agora conhecer os principais programas de incentivo à agricultura familiar!

Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)

O PAA surgiu em 2003 e permitiu que pequenos produtores vendessem sua produção para instituições públicas sem a necessidade de uma licitação. A medida, obviamente, estipula que o preço praticado não seja superior ao que é visto no mercado. Por meio de uma chamada pública, livre de licitações, os produtores abastecem a cozinha de hospitais, refeitórios universitários e até presídios.

O programa ainda permite que alimentos orgânicos possam ter uma valorização de até 30% no preço. A fórmula deu certo e já foi exportada para a África — iniciada em 2012 nos seguintes países: Etiópia, Malauí, Moçambique, Níger e Senegal. A expectativa gira em torno da redução da insegurança nutricional e alimentar.

Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)

O PNAE promove uma maior aliança entre agricultura familiar e merenda escolar. O programa atende os alunos da rede pública (educação básica), indo do infantil ao adulto, com o objetivo de ofertar refeições e fortalecer a educação alimentar. Estabeleceu-se que, do dinheiro repassado pela União a estados e municípios, 30% seria destinado à compra de alimentos provenientes da agricultura familiar, impulsionando assim a economia rural da região.

O Conselho de Alimentação Escolar (CAE) é um dos órgãos responsáveis por fiscalizar a condução do programa e assim averiguar aspectos higiênico-sanitárias dos alimentos e até se estão sendo respeitados hábitos locais e culturais de alimentação.

Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF)

Dentre os programas de incentivo à agricultura familiar, o PNCF é o que visa facilitar o financiamento de imóveis rurais. As novas regras do PNCF dispõem de linhas de crédito que beneficiam famílias com renda anual de até R$216 mil e R$500 mil de patrimônio. O financiamento permitido por todo o programa é de até R$ 140 mil. Aqueles que ainda não têm acesso a terra e os que esperam migrar para uma maior, podem encontrar aqui uma excelente oportunidade.

Há também o alinhamento da unidade produtiva e da recuperação ambiental com os recursos do programa. As famílias escolhem a propriedade que queiram adquirir e podem pagar em até 25 anos, com uma carência de 36 meses iniciais. É importante lembrar que aqueles enquadrados na linha de crédito mais baixa, com renda anual de até R$ 20 mil, devem estar inscritos no sistema de Cadastro Único.

Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf)

O Pronaf é outro programa com o objetivo de prover crédito ao produtor rural. São oferecidas taxas de juros mais baixas do que a inflação, e o programa ainda conta a reputação de ser o que possui a menor taxa de inadimplência em comparação com todo o resto dos sistemas de crédito do Brasil. Algumas exigências são cobradas para que o agricultor consiga obter o benefício, dentre elas há a necessidade de conseguir no mínimo 50% de renda bruta advinda da produção no estabelecimento familiar e rural.

O Pronaf foi criado em 1995 e é outro dos programas de incentivo à agricultura familiar tido como referência pela ONU. O financiamento pode servir para custear a safra ou ainda para a compra de máquinas agrícolas. Até pescadores artesanais e silvicultores são encarados como público-alvo do programa. Dentre as linhas de crédito existentes no Pronaf, podemos citar as seguintes:

Pronaf Agroindústria – direcionado ao processamento e a futura comercialização.
Pronaf Cota-Parte – direcionado aos integrantes de cooperativas.
Pronaf Custeio – direcionado a custear a produção.
Pronaf Floresta – direcionado a projetos agroflorestais.
Pronaf Jovem – direcionado a jovens que trabalham com agropecuária.
Pronaf Mais Alimentos – direcionado a melhoria da infraestrutura da produção.
Pronaf Mulher – direcionado a mulheres que trabalham com agropecuária.

Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Animal (Suasa)

O principal objetivo do Suasa foi descentralizar o processo de fiscalização sanitária para acelerar as etapas de registro dos projetos agroindustriais. Estados e municípios passam a ter papel fundamental na inspeção das boas práticas de fabricação. O programa contribui com a saúde pública ao primar pela higienização dos produtos de origem vegetal e animal.

O Suasa permitiu uma maior agilidade e maior fomento dos mercados locais, reduzindo os gastos com tempo e dinheiro na parte burocrática, sem perder a garantia de qualidade higiênico-sanitária nos alimentos que vão para a mesa do brasileiro.

Programa de Cadastro de Terras e Regularização Fundiária

Visando dar segurança jurídica aos pequenos posseiros e aos donos de imóveis rurais alvos de regularização, o programa investe na agilização de três processos básicos: cadastro, georreferenciamento e regularização do título de proprietário. Tal titulação é fundamental para que o agricultor consiga outros benefícios como a ajuda de assistência técnica e financiamento com baixas taxas de juros.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) exerce importante papel ao dar transparência nos processos, permitindo consultas eletrônicas e uma melhor qualificação das informações.

Programa Nacional de Produção e uso do Biodiesel (PNPB)

Criado em 2004, o programa vem procurando incentivar na agricultura familiar a produção de biodiesel — energia decorrente de fontes renováveis. O processo até se obter o biocombustível passa pela retirada do óleo de plantas que depois é misturado com álcool para então ser posto em contato com um catalisador. Tende a crescer a porcentagem de biodiesel misturado no diesel comercializado no Brasil, pois, em 2018, o número já aumentou para 10% e espera-se que até 2019 o percentual chegue a 15%.

A extração desse óleo ocorre em diversas espécies como:

  • a mamona
  • o girassol
  • a soja
  • o dendê
  • o amendoim

O Governo dá isenções fiscais e outros benefícios às empresas que compram a matéria-prima de agricultores familiares na hora de produzir o biodiesel. Estes pequenos produtores que forem capazes de comprovar estarem ajudando a sua comunidade local e fomentando assim a inclusão social adquirem o selo Combustível Social  — comprovação que permite melhores condições de financiamento e incentivos comerciais.

Os programas de incentivo à agricultura familiar são fundamentais para a redução de desigualdade social no Brasil. As políticas públicas também têm permitido que o produtor rural consiga evoluir, não ficando mais estagnado por gerações. As soluções apresentadas passeiam por diversas fases do cotidiano de um agricultor familiar, cabendo a estes darem o melhor para serem protagonistas na construção de um campo mais produtivo e sustentável.

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Veja quais produtos agrícolas devem impulsionar a safra de 2018

Plantação do produto agrícola sorgo

A economia brasileira deve muito de sua recuperação — ainda que devagar — à agricultura nacional. O campo em 2018 já mostra otimismo com a sua produção, pois os dados desta foram revisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que apontou um aumento de mais de um milhão de toneladas na safra atual de produtos agrícolas.

Diversas novidades vêm ocasionando uma melhor produtividade no meio rural. Desde tecnologias avançadas às boas práticas de manejo, o produtor está sendo capaz de aumentar a renda e ainda aliar técnicas sustentáveis na propriedade. Tanto o mercado interno quanto o externo desempenham importante papel na demanda agrícola. A expectativa é que a projeção concretize-se e consiga ser superada nos anos seguintes.

Agora então vamos conhecer quais são os produtos agrícolas que devem impulsionar a safra brasileira de 2018!

Soja

O cultivo teve a sua previsão de colheita aumentada em 0,6%. A soja tem tudo para carimbar 2018 como um ano recorde na sua produção e exportação. Os grãos ancestrais da soja que hoje consumimos vieram do continente asiático, mais precisamente da China (a.C.), onde o cruzamento natural de espécies selvagens melhoradas por pesquisadores foi o começo de todo o processo evolutivo do produto agrícola. O Ocidente passou a produzir o cultivo no século XV, e no início do século XX, a indústria enxergou o potencial econômico da soja.

A média nacional do cultivo, de acordo com o divulgado em fontes oficiais de entidades públicas e empresas privadas, é de 50 sacas por hectare, porém alguns pesquisadores já alertam que 45 sacas por hectare seria um número mais real em relação ao cenário apresentado no campo. O principal fator que contribui para esta queda de rendimento é em relação ao manejo do solo — a baixa profundidade de plantio ocasiona pouca retenção de água da chuva complicando a vida do agricultor que enfrenta frequentes períodos de seca. A má utilização do sistema de plantio direto, levando a não diversificação de culturas, promovem esse erro no trato com o solo.

Sorgo

O cultivo de sorgo foi o que mostrou melhor aumento nas projeções com uma estimativa girando em torno de 7,3%. O produto agrícola tem uma média nacional de produtividade de 2,8 toneladas por hectare, sendo as regiões Centro-Oeste e Sudeste as principais representantes da sua produção — quase 90% da safra brasileira. Goiás, Minas Gerais e Mato-Grosso estão entre os maiores produtores da cultura no país.

O sorgo é um cereal produzido majoritariamente para o consumo animal, porém a sua presença na dieta humana tende a crescer já que o produto apresenta uma riqueza de nutrientes e antioxidantes. Sem falar que, por ser livre de glúten, é natural a preferência deste ante o trigo pelos que sofrem de alergia ou intolerância alimentar.

Milho

A produção de milho (segunda safra) esperado para 2018 aumentou em 0,7%. O cultivo é um dos que mais sofre variações de produtividade no Brasil — alguns produtores conseguem alcançar de 12 a 14 toneladas por hectare. Porém, é bem comum encontrarmos números bem abaixo deste total, o que sustenta a necessidade de o agricultor buscar sempre que possível assistência técnica pública ou privada para orientação quanto ao manejo e prévias análises de solo, assim como um maior esclarecimento da semente escolhida.

O Brasil direciona grande parte da safra para a ração animal, mas existem variedades próprias para o consumo humano que vêm se mostrando mais nutritivas e produtivas. O cultivo e seus derivados são unanimidade na composição de alimentos processados, estando presentes em mais de 80% dos produtos disponibilizados em supermercados.

Café

O café canephora também foi outro a levantar as estimativas com um aumento de 2,9% nas previsões. Aliás, 2018 vem sendo um ano especial para o produto agrícola, pois sua média de produção alavancou de 26 sacas por hectare (2016) para em torno de 28 a 30 sacas por hectare, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 

As informações concretizando-se teremos o Brasil como responsável por mais de 30% da produção mundial. Os estados que devem construir tal cenário são os que hoje ocupam as primeiras posições por área plantada de café: Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Rondônia e Paraná, respectivamente nesta ordem.

A difusão da tecnologia alinhada com as boas práticas de manejo confere não só otimismo, mas uma realidade seguramente positiva para a safra dos produtos agrícolas citados. O agricultor deve medir os cuidados necessários para potencializar a sua produção e não cair mais nas armadilhas básicas que ainda vemos por aí. Exemplos não faltam: falta de análise de solo, pouca rotatividade de culturas, curta fixação de sementes e outras mais. A saída para um campo rico e sustentável passa primeiro pelo consumo de conhecimento.

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Afinal, como realizar um plantio de milho correto?

 

produtor segurando milho

O milho é um cultivo agrícola nobre no Brasil, pois suas safras são verdadeiros motores da economia agropecuária, fazendo do Brasil um produtor-chave para o mercado interno e externo. Atualmente quatro estados nacionais destacam-se no plantio de milho, concentrando 70% da produtividade do cereal. Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás, respectivamente nesta ordem de classificação, são os primeiros a entregarem safras volumosas de milho à sociedade.

É esperado que em 2018 a produção do cultivo chegue a cerca de 90 milhões de toneladas, porém o otimismo é tão grande que se espera no futuro ver a safra atingir aproximados 200 milhões de toneladas. Estes dados apontam uma grande evolução no país em relação ao trato com as sementes de milho. Tecnologia avançada e toda a aliança formada por produtores, técnicos, pesquisadores e extensionistas vêm ajudando a conceder ao milho um papel de protagonista na agricultura brasileira.

Diante de tanto potencial, cada vez mais os produtores trabalham minimizando os erros e observando detalhadamente o desenvolvimento do cultivo agrícola. Por isso, veja agora como realizar um plantio de milho correto para que você largue na frente!

Conheça bem a variedade

Antes de qualquer preparo, é importante ter conhecimento sobre a variedade de milho escolhida para o plantio. O agricultor deve checar as informações e recomendações de plantio para variedades de milho híbrido, crioulo ou biofortificado. Por exemplo, em termos de produtividade em grandes áreas, o milho convencional leva vantagem sobre as variedades crioulas, porém estas acabam valendo mais a pena para as pequenas propriedades em virtude do baixo custo, já que mesmo com poucos insumos são capazes de entregar uma produção satisfatória.

Variedades biofortificadas como a BRS 4104 tem um forte apelo nutritivo por possuírem naturalmente mais vitamina A e, consequentemente, uma maior quantidade de nutrientes amplia a capacidade produtiva da cultura. Levando tudo isto em conta, o produtor deve pesar e escolher a semente que irá lhe trazer a melhor relação custo-benefício.

Análise o solo

A análise do solo costuma ser descartada por grande parte dos produtores, porém isto é um equívoco. É imprescindível coletar amostras e levar estas para serem analisadas. Depois chame um técnico de confiança e veja qual a interpretação que ele dará. Aqui será possível atuar eficazmente na correção do solo, vendo qual a quantidade ideal de calcário e outros insumos.

A avaliação do técnico irá permitir que se tenha uma boa indicação de adubação de cobertura, trazendo equilíbrio para a lavoura. Desta forma o produtor consegue repor a falta de nutrientes que atinge o solo e assim fortalecer o plantio, deixando as sementes mais tolerantes a pragas e doenças.

Não subestime as condições climáticas

Consulte um calendário agrícola oficial para não se perder quanto ás épocas de plantio. O milho durante a fase de enchimento de grãos necessita de água — o que pode ser contornado com períodos chuvosos ou com uma boa dose de irrigação controlada. Normalmente, a orientação dada é de que nas regiões sudeste, centro-oeste e sul ocorra o plantio em setembro, outubro e novembro, enquanto que nas regiões nordeste e norte, o plantio de milho seja feito em março ou abril. Porém, mais uma vez, certifique-se de que estas recomendações valem para a sua variedade.

Uma temperatura de aproximadamente 27ºC é o recomendado para o pleno desenvolvimento da cultivar. Temperaturas muito baixas podem retardar a germinação, e temperaturas muito altas podem comprometer a produtividade da variedade ao provocar um desenvolvimento acelerado. Sempre procure uma assistência técnica em casos mais extremos para a instalação de kits de irrigação.

Dê atenção aos detalhes de manejo

Outro fator fundamental de atenção é com relação à profundidade das sementes. Tenha em mente que para solos argilosos (mais pesados), elas devem ficar mais superficiais. Em solos arenosos (mais leves), as sementes devem ficar mais profundas.

  • Solos argilosos: 3 cm de profundidade
  • Solos arenosos: 5 cm de profundidade 

Procure eliminar as plantas daninhas que possam estar infestando o seu solo, pois estas competirão com o milho por água, luz e nutrientes, impedindo que o cultivo alcance todo o seu potencial produtivo. A produção também irá mostrar vigor com as boas práticas de adubação de correção, que deve ser realizada quando o pé de milho apresentar 4 a 8 folhas — mais ou menos estando na altura do joelho.

Saiba a hora de colher

O milho verde — para consumo humano — deve ter sua espiga quebrada ainda um pouco úmida. Já o milho utilizado para outros objetivos deve ser colhido desidratado — totalmente seco. Preste muita atenção nestes detalhes estéticos pois é muito relativo estipular uma data prévia para a colheita. Dependendo da variedade mais as condições climáticas e agronômicas, o milho pode ser colhido em 4, 6 ou até 10 meses.

O plantio de milho correto traz um retorno positivo enorme ao produtor. A adoção de boas práticas de produção pode ser a solução que o agricultor estava esperando para equilibrar a sua relação custo-benefício com o cultivo agrícola.

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Conheça 5 novidades da agricultura familiar no Brasil

 

Kit de Irrigação por Energia Solar

De vital importância para a nação, a agricultura familiar no Brasil produz 70% dos alimentos que vão parar na mesa dos cidadãos do país. O perfil deste ambiente rural vem evoluindo a cada ano com transformações sociais e tecnológicas. Indo das práticas agrícolas mais sustentáveis ao aumento de mulheres e jovens no campo, a agricultura familiar tem cada vez mais dialogado com a inovação e as tendências globais.

A agricultura familiar no Brasil de hoje tem procurado construir uma aliança de empreendedorismo, políticas públicas e sustentabilidade. Muitos agricultores conseguem ter facilidade com sua sucessão no campo, onde agora os filhos podem enxergar melhores atrativos que motivem não só sua permanência, mas também a possibilidade de crescimento pessoal e profissional. A realidade mostra um meio rural mais tecnificado e democrático socialmente.

Vamos ver então cinco novidades desta agricultura familiar no Brasil do século XXI!

1. Irrigação por energia solar

Sistemas de irrigação são fundamentais para manter uma alta produtividade, prevenindo a produção das surpresas climáticas. Modelos como o de aspersão, microaspersão e gotejamento estão entre os mais conhecidos pelos agricultores, porém um quarto vem conquistando rapidamente novos adeptos devido a sua capacidade sustentável e econômica — é o caso do sistema de irrigação por energia solar que aproveita a alta incidência solar e a quantidade disponível de água no subsolo.

Neste conjunto as placas solares são instaladas normalmente em uma superfície de madeira e então ao captarem os raios solares fornecem energia a uma bomba hidráulica colocada dentro do poço artesiano. Um painel elétrico é conectado às placas solares. Em casos recentes de instalações em propriedades de pequenos produtores, a vazão registrada foi de cinco mil litros de água por hora.

2. Agroecologia difundida

A produção de orgânicos tem crescido constantemente no Brasil, difundido-se fortemente em estados como o Rio de Janeiro, que possui um forte pólo de comunidades agroecológicas e formações técnicas e acadêmicas na área. Na agroecologia é possível deparar-se com as seguintes técnicas:

  • adubação verde;
  • adubação mineral;
  • calendário biodinâmico;
  • defensivos naturais;
  • rotatividade de culturas;

A demanda no mercado alimentos orgânicos vem aumentando e a expectativa é de que os pequenos agricultores continuem aprimorando as boas práticas agroecológicas. Neste tipo de produção abandona-se o uso de agrotóxicos e dá-se preferência por produtos naturais e tecnologias sustentáveis. O produtor que deseja ingressar neste ramo de produção deve procurar informações a respeito dos critérios para a obtenção da certificação em orgânicos — uma forma de garantir qualidade ao ciclo produtivo.

3. Biofortificação

A biofortificação consiste no processo de selecionar e melhorar cultivos agrícolas por meio de método convencional aumentando assim os níveis de minerais e vitaminas já contidos nestes cultivos. A biofortificação vem sendo adotada por pequenos agricultores em todas as regiões do Brasil. A variedade biofortificada mais antiga no país é a batata-doce alaranjada Beauregard que possui índices mais altos de betacaroteno (vitamina A). A falta de nutrientes pode provocar doenças como anemia e cegueira noturna que costuma afetar muito os recém-nascidos e as gestantes. Cultivares biofortificados de milho, feijão, mandioca e feijão-caupi também podem ser encontrados em propriedades rurais familiares.

Regiões com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) baixo costumam sofrer com a insegurança nutricional. Atualmente neste situação, não foi por acaso que o estado do Maranhão assinou em 2017 um convênio com a Embrapa para expandir a produção de alimentos biofortificados entre seus agricultores.

O objetivo com a técnica é garantir que os agricultores incapazes de plantar uma maior diversidade de culturas possam estar abastecidos nutricionalmente com os alimentos possíveis de serem colhidos em suas propriedades. Isto é muito comum de acontecer em regiões de clima seco e solo pouco fértil, por exemplo no semi-árido, onde produtores concentram-se no plantio de variedades altamente adaptáveis e resistentes como a mandioca e o feijão. Atualmente mais de 30.000 indivíduos já foram beneficiados com os alimentos biofortificados.

4. Comunicação digital

A agricultura familiar no Brasil sofreu uma verdadeira revolução tecnológica. Novos implementos agrícolas chegaram ao campo e diversas ferramentas digitais tem auxiliado o produtor no plantio e colheita de sua área. Um estudo de 2017 feito pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio, detalhou os novos hábitos do produtor rural. Dados revelaram que a inclusão tecnológica na comunicação foi uma das principais novidades da atual conjuntura, onde enxergamos um agricultor extremamente conectado:

  • 96% utilizam o Whatsapp;
  • 67% interagem com o Facebook;
  • 24% usam o YouTube.

Manuais de plantio e calendários agrícolas são alguns dos exemplos de materiais consultados pelo agricultor na internet. A interação com órgãos de assistência técnica também foi uma das práticas facilitadas com o advento das novas tecnologias de comunicação.

5. Maior atuação de jovens e mulheres

O mesmo estudo de 2017 apontou que a idade média do produtor rural caiu de 48 anos (2013) para 43 anos (2017), e a presença feminina no meio rural aumentou em 7%. As mulheres têm tido maior participação na agricultura familiar, inclusive exercendo protagonismo em suas comunidades. A recessão que atingiu o Brasil entra neste contexto como uma possível influência para que a geração Y mire mais oportunidades no campo em vista do aumento do desemprego nos centros urbanos. Os jovens agregam mais dinamismo e costumam ser os primeiros a incentivar a implantação de adventos tecnológicos na propriedade familiar. Muitos ainda sentem falta de manter um diálogo aberto com os mais velhos, mas a desconfiança por conta da idade tem diminuído.

As escolas rurais já registram uma crescente na abertura de matrículas por parte dos jovens, que entram dispostos a se capacitarem e inovarem na propriedade da família. A formação técnica acaba sendo muito importante para uma prática eficiente de extensão no meio rural.

A agricultura familiar no Brasil dá exemplo ao aliar produção sustentável com tecnologia. O campo é um lugar muito propício às novidades e à aplicação diversa destas. É comum ouvir que o agricultor é talvez o ser mais otimista dentro sociedade, pois sempre precisa lidar com forças que fogem ao seu controle, como a própria natureza com seu clima e solo. Mas não se engane, a força de vontade dos homens e mulheres que trabalham no âmbito rural é um verdadeiro motor para o desenvolvimento do Brasil.

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Biofortificação aumenta alcance no Rio de Janeiro

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Cooperativa de Araruama firma convênio com a Embrapa para transferência de alimentos biofortificados

A COOPAFO – Cooperativa de Pescadores e Agricultores Organizados – assinou um convênio com a Embrapa Agroindústria de Alimentos que possibilitará a transferência de variedades biofortificadas com o intuito de realizar a multiplicação das cultivares em Araruama.

Leandro Leão, analista da Embrapa Agroindústria de Alimentos, foi o responsável por articular formação da parceria. Ele conta como surgiu a demanda do município.

Tudo começou com uma visita técnica à cidade de Mesquita, onde conhecemos trabalhadores da COOPAFO que mostraram interesse em produzir os alimentos biofortificados. Vimos o potencial da cooperativa em poder multiplicar esse material e após uma reunião e mais alguns detalhes burocráticos, finalmente, firmamos a parceria.

Presidida pela produtora Rejane de Oliveira, a cooperativa vem trabalhando, principalmente, com bebida láctea e iogurte, goiabada cascão, polpa de fruta, farinha de mandioca, mel em sachê e ovo caipira. Segundo Rejane, a mandioca e a batata-doce biofortificadas são os cultivos que se encaixam melhor dentro do atual cenário da COOPAFO. “Já plantamos essas duas variedades biofortificadas aqui na nossa sede. Como nossa feira local ainda é pequena, nossos esforços concentram-se mais no comércio junto à prefeitura, vendendo para a merenda escolar.”

O pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Mauro Pinto, ressalta que a parceria vem para fortalecer a agricultura familiar no estado do Rio de Janeiro que, atualmente, conta também com Itaguaí e Magé dentre os municípios beneficiados pela transferência de tecnologia de alimentos ricos em vitaminas e minerais.

O Rio de Janeiro vem aumentando sua oferta e demanda por produtos com perfil mais nutritivo, naturais e orgânicos. As feiras locais saem fortalecidas, pois aqui no estado o interior é muito próximo da cidade grande, o que propicia um cenário atraente para a agricultura urbana e familiar.

Mais de 30.000 pessoas no Brasil já tiveram acesso aos alimentos biofortificados.

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Batata-doce é pauta em programa da apresentadora Regina Casé

O pesquisador da Rede BioFORT e da Embrapa Agroindústria de Alimentos, José Luiz Viana de Carvalho, participou do programa “Um Pé de Quê?”, da apresentadora Regina Casé, cuja pauta abordada foi a batata-doce. Como não podia deixar de ser, a batata-doce biofortificada foi lembrada pelo nosso pesquisador, que citou curiosidades sobre o consumo da hortaliça em diferentes países.

 

 

“Cada 1kg plantado, me rendeu 60kg de feijão biofortificado”

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Seu Wagner Campelo é mais um agricultor a adotar os cultivos biofortificados na região Sudeste.

A produção de alimentos biofortificados no estado de Minas Gerais começa a crescer no pequeno município de Santana de Pirapama, onde até 2006, o número de habitantes era pouco mais do que oito mil. Um desses moradores, o produtor Wagner Campelo (48 anos) recebeu, recentemente, sementes de feijão biofortificado para plantio em sua propriedade.

Ao todo, minha área tem dois hectares, portanto, separei um pedaço da minha propriedade para produzir essa variedade de feijão. A produtividade foi boa, pois para cada quilo que plantei, tive um retorno de 60 quilos de feijão biofortificado.

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A região costuma ser conhecida pela forte produção de quiabo e pela presença atuante do extensionismo, por meio de instituições como a Emater. Cultivos mais básicos para a alimentação também vêm sendo difundidos entre os produtores locais, pois muitos deles estão sendo inseridos em programas públicos de venda à merenda escolar.

O coordenador regional da Emater-MG em Sete Lagoas, Walfrido Albernaz, conta que procura sempre estimular os agricultores a se organizarem para que tanto o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) quanto a agricultura familiar saiam fortalecidos em Minas Gerais.

A Emater-MG sempre possui parceria com prefeituras. Temos também parceria com a Prefeitura de Jequitibá, no que diz respeito a venda para merenda escolar, assim, procuramos dar o suporte necessário às cooperativas.

Boa parte do mérito pela crescente transferência de tecnologia em Minas Gerais é graças a Embrapa Milho e Sorgo, centro de pesquisa da empresa agropecuária nacional localizado em Sete Lagoas. José Heitor Vasconcellos, que é jornalista da Embrapa Milho e Sorgo e também um dos responsáveis pelas ações de transferência de tecnologia do projeto de biofortificação no Sudeste, acredita que o trabalho de difusão é constante e para isso vem ampliando o número de parceiros pelo estado.

 

Estamos continuando a multiplicar, principalmente, feijão e milho. A região de Santana de Pirapama é muito forte em extensionismo e, agora, conseguimos ter cerca de mil agricultores familiares com acesso aos cultivos biofortificados na região do Vale do Jequitinhonha.


Sudeste ganha novo parceiro no Rio de Janeiro

O estado do Rio de Janeiro também tem ajudado a aumentar a força de trabalho na região Sudeste. A Embrapa Agroindústria de Alimentos, situada na cidade do Rio de Janeiro, assinou um convênio com a Cooperativa de Pescadores e Agricultores Organizados (COOPAFO), do município de Araruama, para a transferência de variedades biofortificadas. O engenheiro de produção, Leandro Leão, é quem articulou a parceria e mantém a expectativa de que a Região dos Lagos passe a ter seu potencial produtivo mais explorado pela Embrapa e pela comunidade agrícola local

 

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