Fortalecimento de parcerias marcam 2016

O programa brasileiro de biofortificação (Rede BioFORT) termina o ano de 2016 fortalecido com a oficialização de suas parcerias e, consequentemente, o aumento de pessoas beneficiadas com os alimentos biofortificados, por meio do trabalho conjunto com atores públicos. O Governo do Maranhão formulou um acordo em conjunto com a Embrapa (responsável pela coordenação da Rede BioFORT) para atividades de transferência de tecnologia, garantindo incentivos para que os pequenos agricultores aumentem sua produção agrícola, especialmente na Região de Cocais, território que compreende 17 municípios com uma população total de cerca de 750.000 habitantes, dos quais 30% vivem em zonas rurais (11.739 famílias assentadas), segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

 

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Entre as outras atividades promovidas ao longo do ano, estão as realizadas com a Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fundetec), a Embrapa Agroindústria de Alimentos, a Prefeitura de Magé, o Centro Nacional de Tecnologia Agropecuária e Florestal (CENTA / El Salvador). O trabalho desenvolvido com estes parceiros foi caracterizado por formação de pessoal técnico e distribuição de sementes, sendo esta feita apenas pela Fundetec e pelo município de Magé.

 

A Rede BioFORT obteve resultados relevantes nas regiões nordeste, sudeste e sul do Brasil, onde cerca de 20 mil pessoas tiveram acesso a pelo menos uma dessas cultivares. A coordenadora da Rede BioFORT na América Latina e Caribe, e também pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Marília Nutti, destacou a implantação de 120 Unidades de Demonstração nessas regiões, cujo material é coletado para ser servido nas refeições escolares e entregue às famílias de produtores rurais.

 

Mais sobre biofortificação

 

O Brasil apresenta um aspecto diferenciado dos demais países em relação ao desenvolvimento da biofortificação. É o único país onde o trabalho é realizado ao mesmo tempo com oito culturas diferentes: abóbora, arroz, batata doce, feijão, feijão-caupi, mandioca, milho e trigo. Os investimentos são feitos pelo governo federal, governos estaduais, instituições de pesquisa e organizações internacionais.

De acordo com os últimos dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), 48% das crianças menores de cinco anos têm anemia (deficiência de ferro) e 30% têm deficiência de vitamina A. No Brasil, os números também são altos, com 55% das crianças menores de cinco anos apresentando deficiência em ferro e 13% em vitamina A.

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